“Entre acordes convincentes e palavras contundentes, Raul Mariano fez um disco sobre a condição humana de sonhar, amar e criar nos dias de hoje.”

– Diogo Soares (Los Porongas)

PRA QUEM
ESTÁ VIVO

“O disco de Raul Mariano tem tudo que gosto numa produção: boas letras antenadas com a contemporaneidade, arranjos elaborados e bela voz.”

– Cinthya Oliveira, jornalista

“O álbum é um desses muitos pontos de luz que clareiam o firmamento plural da música brasileira.”

– Evandro Alves, cartunista e parceiro musical

Pequeno tratado sobre a condição humana

por Diogo Soares (Los Porongas)

Entre acordes convincentes e palavras contundentes, Raul Mariano fez um disco sobre a condição humana de sonhar, amar e criar nos dias de hoje. Em sua estreia, o mineiro de Lagoa Santa (MG) vestiu a densidade com delicadeza e fez brotar uma beleza profunda onde os arranjos das músicas sempre soam como resposta ao que sugerem as letras. Em “Pra quem está vivo”, gravado e produzido no Cambuci Roots, em São Paulo, canções sobre a estrada e o sonho revelam a fé no poder da descoberta.

Raul espera a noite deitar, risca um caminho de luz e por onde passa não anda só. Suas canções nascem ensejando arranjos, definindo temas, tempos e as letras sempre guardam uma visão que precisa ser expressada com uma necessidade urgente. Quando Raul Mariano escreve, se enxerga sua nítida compaixão em querer compartilhar com o mundo os sentimentos que o invadem e os entendimentos que o iluminam.

Se muitas das músicas nasceram de sua voz e suas mãos ao violão, o apanhado dessa trama criativa ganhou uma sonoridade diversa e sofisticada. Materialização de amizades e parcerias de Raul e do produtor do disco, João Vasconcelos. Além dos dois, Juliana Perdigão (clarinete), Beto Gibbs (bateria), Klaus Sena (baixo), João Leão (teclados), Xavier Francisco (percussão) e Juan Fernandes (sanfona) formam o time de músicos que deu corpo às canções, criando um ambiente que tem nas guitarras de Vasconcelos um norte poderoso.

A contribuição de tantos artistas, a gama de timbres e o espírito autônomo de cada canção faz parecer que este não é o primeiro disco de Raul Mariano. Maduro e inspirado é como se em alguns momentos o Paul McCartney de RAM tivesse ido tomar umas com o pessoal do Clube da Esquina.

Isso já seria bom demais da conta, mas, para além, mais adentro, ouvindo-se com atenção é possível sentir emanar das músicas um calor de sonho, uma brisa de esperança, algum sinal de amor. O menino sabe de cór a lição. Nessa trilha há tanto tempo, ele conhece a direção. Seu caminho é de pedra e canção.